Primeiro: de onde a água está agindo
Antes de olhar marca ou preço, é preciso identificar de onde vem a água. Pressão positiva é quando a água empurra o impermeabilizante contra a estrutura, como no caso de uma laje ou do interior de uma caixa d'água. Pressão negativa é o contrário: a água vem por trás e tenta descolar o revestimento, como acontece em subsolos e paredes de encosta. Sistemas para pressão negativa precisam de aderência química ao concreto, e nem todo produto entrega isso.
Segundo: a estrutura vai se movimentar?
Lajes expostas ao sol dilatam e contraem todos os dias. Nesses casos o sistema precisa ser flexível: manta asfáltica, manta líquida ou argamassa polimérica bicomponente. Já estruturas enterradas, que trabalham em temperatura estável, aceitam sistemas rígidos, como aditivos de massa e cristalizantes, que costumam sair mais em conta e não exigem proteção mecânica.
Terceiro: o que vem depois
Um erro comum é escolher o impermeabilizante sem pensar no acabamento. Se a área vai receber cerâmica, o produto precisa aceitar argamassa colante por cima. Se vai ficar exposta, precisa resistir a raio UV. E se for reservatório de água potável, precisa ter laudo de atoxicidade. Pergunte sempre: a escolha errada custa a demolição do acabamento.
Quarto: calcule o consumo de verdade
Toda ficha técnica traz consumo por metro quadrado e por demão. Multiplique pela área, pelo número de demãos e acrescente de 10% a 15% de perda. Comprar apertado costuma significar uma segunda viagem à loja e, pior, emenda de material de lotes diferentes no meio da aplicação.
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